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IRPF Simplificado vs Completo: Qual Escolher?

Comparação: regime simplificado (20% de dedução fixa, até R$ 17.640,00) vs completo (deduções reais).

Na hora de declarar o IRPF, você escolhe entre dois modelos de tributação: o simplificado, com dedução fixa, ou o completo, com deduções reais. Escolher o modelo errado pode significar pagar mais imposto do que o necessário.

Regime simplificado

Dedução fixa: 20% da renda bruta tributável, limitada a R$ 17.640,00 por ano em 2026. Esse desconto entra no lugar de todas as outras deduções — educação, saúde, previdência e dependentes.

Melhor se: você tem poucos gastos dedutíveis ou não quer guardar comprovantes o ano inteiro.

Vantagem: simples, rápido e sem risco de glosa por falta de recibo.

Regime completo

Deduções permitidas: educação (até R$ 3.561,50 por pessoa), saúde (sem limite), previdência complementar (até 12% da renda bruta) e dependentes (R$ 2.275,08 cada).

Melhor se: você tem gastos altos com saúde/educação ou família grande com vários dependentes.

Vantagem: pode economizar significativamente mais que o desconto fixo.

Exemplo comparativo

Renda anual: R$ 60.000

Simplificado: dedução de R$ 12.000 (20% de R$ 60.000, abaixo do teto de R$ 17.640,00)

Completo com dependentes: R$ 2.275,08 × 2 filhos + R$ 3.500 de educação + R$ 5.000 de saúde = R$ 13.050,16 em deduções

Resultado: o completo deduz R$ 1.050,16 a mais, o que dá cerca de R$ 236 a menos de imposto pela tabela. Só que, nessa faixa de renda, a redução da Lei 15.270/2025 zera o imposto nos dois regimes — a escolha só começa a pesar no bolso em rendas mais altas, quando a redução já acabou.

Como decidir

Some suas despesas dedutíveis reais do ano (educação + saúde + previdência + dependentes) e compare com o desconto simplificado: 20% da sua renda bruta tributável, até o teto de R$ 17.640,00. Se a soma real for maior, o completo compensa. Acima de R$ 88.200 de rendimentos o desconto simplificado trava no teto, e é aí que o completo costuma ganhar terreno.

Dica final

O próprio programa da Receita Federal calcula automaticamente os dois cenários durante o preenchimento e indica qual resulta em menos imposto a pagar ou maior restituição.

Comparar os dois regimes

Perguntas frequentes

Tire as principais dúvidas sobre como interpretar e usar a estimativa.

Qual é a diferença entre regime simplificado e completo?

O simplificado aplica uma dedução fixa de 20% sobre a renda bruta tributável, limitada a R$ 17.640,00 por ano, sem precisar comprovar gastos — e substitui todas as outras deduções, dependentes inclusive. O completo permite deduzir despesas reais (educação, saúde, dependentes, previdência), mas exige comprovantes.

Como sei qual regime é melhor para mim?

Compare os dois: se suas deduções reais (educação + saúde + dependentes + previdência) somarem mais que o desconto simplificado — 20% da renda bruta tributável, até R$ 17.640,00 —, o completo compensa. Caso contrário, o simplificado é mais vantajoso.

Existe um teto para a dedução do regime simplificado?

Sim: R$ 17.640,00 por ano em 2026. A partir de R$ 88.200 de rendimentos tributáveis o desconto trava nesse valor, e rendas mais altas podem acabar levando o completo a ser mais vantajoso.

Posso trocar de regime todo ano?

Sim, a escolha é feita a cada declaração anual e você pode alternar livremente conforme sua situação financeira mudar de um ano para o outro.

O programa da Receita já indica o melhor regime?

Sim, o próprio programa gerador da declaração calcula automaticamente os dois cenários e mostra qual resulta em menos imposto a pagar ou maior restituição.

Quem tem poucos dependentes deve preferir o simplificado?

Geralmente sim, principalmente se também não tem muitos gastos com saúde ou educação. Nesses casos, o desconto fixo de 20% tende a superar a soma das deduções reais disponíveis.